segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Ao entrevistar Dilma, Globo defende volta à fracassos do passado, incorporados por Marina



Dilma é interrogada no 'Bom Dia, Brasil' sobre críticas a programa de Marina que prevê BC independente e redução da presença dos bancos oficiais em políticas de crédito não atendidas pelo setor privado
  O telejornal Bom Dia, Brasil, da TV Globo, iniciou uma série de entrevistas com os candidatos à presidência da República, demonstrando como a linha editorial da emissora ainda está presa ao pensamento econômico fracassado do fim do século passado, antes da crise econômica internacional iniciada em 2008.A primeira entrevistada, por sorteio, foi Dilma Rousseff (PT), nesta segunda-feira (22). A entrevista seguiu o padrão de interrogatório que a TV Globo tem adotado...Continue lendo aqui

Governo Dilma investe R$ 143 bilhões em mobilidade urbana



O Brasil não para de crescer. A população aumentou e, nos últimos anos, com inflação perto de zero, o poder de consumo também cresceu. Com o objetivo de aumentar a qualidade de vida da população, o Governo Federal está investindo R$ 143 bilhões em Mobilidade Urbana, para melhorar as condições do transporte público e reduzir o tempo que se gasta nos deslocamentos diários.

Com esses recursos, importantes obras estão sendo realizadas e planejadas em todas as regiões brasileiras para assegurar transporte público rápido, seguro e eficiente. “Esta é uma demanda que mobiliza nossa população, que gasta, cotidianamente, precioso tempo em seus deslocamentos para o trabalho, para estudar, para o lazer”, diz a presidenta Dilma Rousseff.

Mesmo não sendo atribuição do Governo Federal, a Mobilidade Urbana tornou-se prioridade do governo Dilma, que assumiu o compromisso de investir no setor. “Conhecemos e respeitamos as atribuições dos Estados e Municípios na gestão do transporte coletivo urbano, e temos procurado oferecer recursos federais para ajudá-los a melhorar a qualidade do transporte público”, explica a presidenta.

Esses investimentos estão tornando possível a ampliação e construção de nove metrôs, 14 Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs), 180 Bus Rapid Transit (BRTs) e corredores de ônibus exclusivos nas principais cidades do Brasil. Ao todo, serão construídos 4.033 km de novas vias entres transporte sobre trilhos, pneus, fluvial e acessos viários. Um exemplo é o BRT Transcarioca, inaugurado por Dilma em junho, no Rio de Janeiro, com 39 km de extensão, beneficiando 27 bairros e 320 mil pessoas transportadas por dia. O Arco Metropolitano e o VLT também estão beneficiando os cariocas.

Em Porto Alegre, Dilma ampliou o Trensurb até Novo Hamburgo e construiu o Aeromóvel, que liga o aeroporto ao metrô da capital gaúcha. Em Salvador, o metrô finalmente saiu do papel. Recife e Fortaleza ganharam novas linhas e mais capitais, como Belo Horizonte e Curitiba, terão metrôs novos ou ampliados.

“Começamos este trabalho pelas capitais, pois é onde temos os maiores desafios. Mas as obras vão chegar também nas cidades de médio porte. Milhões de brasileiros, de todas as regiões, vão passar a se locomover com mais rapidez, conforto e segurança”, garante Dilma.

No Distrito Federal, o metrô foi ampliado para Samambaia e Ceilândia e em breve chegará à Asa Norte. São 14 km a mais de trilhos, 12 novas estações, além da aquisição de 10 novos trens. Os investimentos também contemplam o VLT e 142,3 km de BRT e corredores exclusivos para ônibus. Houve também intervenção viária em 3,6km da DF-047, que melhorou o acesso ao aeroporto.

Morador de Recanto das Emas, Antônio Gomes elogia os investimentos em mobilidade urbana no DF. “As faixas exclusivas para ônibus desafogaram o trânsito”, disse. Já José Francisco de Lima, morador de Águas Claras, é usuário do metrô. “É bom e vai melhorar ainda mais com o VLT”, afirmou. O sistema de VLT do DF será formado por duas linhas, sendo que a primeira partirá do Aeroporto e passará pelo Terminal Rodoviário da Asa Sul, até chegar ao Terminal da Asa Norte, totalizando um percurso de aproximadamente 22,6 km. A segunda linha fará a ligação de todo Eixo Monumental, passando por vários pontos turísticos da capital, num percurso de aproximadamente 6,3 km. Maria José Pereira, do Gama, aguarda ansiosamente a conclusão do projeto: “vai ser uma obra maravilhosa”.

No estado de São Paulo foram investidos R$ 35,81 bilhões em Mobilidade Urbana para a construção de 103 km de trilhos, sendo 16,4km de metrô, 15,4 km de trem, 46,7 km de monotrilho e 24,5 km de VLT. O metrô foi ampliado e o estado também passou a contar com 486,2 km de corredores para ônibus e, com 195,2 km, o BRT (Bus Rapid Transit) chegou aos municípios de Campinas, Jundiaí, São José dos Campos e Sorocaba. Intervenções viárias também foram realizadas na passagem subterrânea na Praça Sacadura Cabral, na Avenida de Integração da Rodovia Ayrton Senna ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, e no entorno do Estádio do Corinthians.

O plano de governo para o próximo mandato de Dilma Rousseff inclui novos investimentos no setor. Os objetivos são modernizar o transporte público seguro, barato e eficiente nas grandes cidades, expandir e construir metrôs nas principais aglomerações urbanas, ampliar o Trensurb de Porto Alegre, duplicar as rodovias BR-116 e BR-386 (Rio Grande do Sul), estender a rodovia BR-110 e duplicar e melhorar rodovias como a Manaus-Porto Velho, Cuiabá-Santarém, BR-060 (GO), BR-470 (SC), BR-381 (Belo Horizonte-Governador Valadares) e BR-040 (Belo Horizonte-Rio de Janeiro).

"Caminho da escola" reduz a evasão escolar na zona rural


Chegar à sala de aula nem sempre é uma tarefa fácil em algumas regiões brasileiras, sobretudo na zona rural, o que contribui para a evasão escolar. Para eliminar este obstáculo enfrentado pelos alunos para estudar e, assim, buscar melhores oportunidades na vida, o Governo Federal criou, em 2007, o programa Caminho da Escola. Apenas no período entre 2011 e 2013 o governo ofereceu transporte escolar para quase 2 milhões de crianças, adolescentes e jovens de todo o Brasil.

“Agora, não há mais razão para não ir à escola. Quem anda pelo interior do nosso país pode ver os ônibus amarelinhos do Caminho da Escola, novos e confortáveis, levando as crianças com segurança, ajudando a reduzir as faltas, os atrasos e a evasão escolar”, diz a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição.

O programa amplia e renova a frota de veículos escolares, garantindo transporte gratuito, seguro e de qualidade para os estudantes das redes estaduais e municipais de Educação Básica (creches, pré-escolas e ensino médio). Foram repassados R$ 6,6 bilhões, de 2008 a 2013, para os estados e municípios comprarem ônibus escolares, conforme aponta o Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), do Ministério da Educação (MEC).

Neste período, foram adquiridos 35.370 ônibus. Mais de 5,4 mil municípios (93% do total) foram beneficiados pelo programa, que oferece também lanchas e bicicletas para garantir o acesso e a permanência dos alunos na rede de ensino.

Ao longo do Governo Dilma foram adquiridos e colocados em circulação quase 17 mil ônibus. Destes, cerca de 15 mil foram destinados a áreas rurais, e mais de um terço dos ônibus foram distribuídos em cidades do interior do Nordeste. Outros dois mil ônibus foram comprados para transportar crianças com deficiência nos centros urbanos, através do programa Viver Sem Limites. Os veículos têm plataforma elevatória de acessibilidade.

“A Educação é o nosso passaporte para o futuro e também para o presente. Trabalhamos para que todas as crianças brasileiras, seja qual for o nível de renda das famílias, possam estudar e se desenvolver, porque é isso que importa”, afirma a presidenta.

Mais investimentos

O orçamento do Caminho da Escola para este ano é de R$ 644 milhões. Os repasses são feitos em nove parcelas a estados e municípios, com estudantes da Educação Básica residentes na zona rural. O recurso deve ser utilizado no custeio de despesas, como consertos mecânicos e abastecimento dos veículos.

Para a compra de bicicletas, o Governo Federal repassou, de fevereiro de 2011 a abril de 2013, R$ 22,3 milhões, dinheiro usado na aquisição de 91 mil bicicletas e capacetes. De junho de 2010 a dezembro de 2012, por meio do Caminho da Escola, os governos estaduais e municipais adquiriram 674 lanchas, que beneficiam mil crianças ribeirinhas de Santarém (PA).

Os ônibus foram desenvolvidos especialmente para o projeto, com apoio do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Foram desenhados para circular em estradas de terra, capazes de enfrentar as condições mais difíceis.

“Alguns ônibus têm tração nas quatro rodas, feitos justamente para enfrentar atoleiros e buracos que podem aparecer nas estradas de terra no período das chuvas. Assim, mesmo quando chove muito, os ônibus do Caminho da Escola estão lá todos os dias transportando as crianças com segurança”, comemora Dilma.

Dilma: “investimentos asseguram mais segurança, rapidez e tempo para desfrutar da vida”


O Brasil investiu R$ 143 bilhões em mobilidade urbana nos últimos anos, recurso aplicado na ampliação e melhoria do transporte público brasileiro. Segundo a presidenta Dilma Rousseff, o principal foco do Governo Federal é fortalecer o transporte urbano de massa. “Estamos fazendo 658 km de trilhos (metrô, Monotrilho, VLT, Trem Urbano e aeromóvel); 3.204 km de BRTs e corredores exclusivos para ônibus; 20,5 km de transporte fluvial, basicamente em Recife (PE); e 150 km de intervenção viária”, enumerou Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (22), Dia Mundial Sem Carro, durante agenda em Ribeirão das Neves (MG).

A presidenta lembrou que o investimento maciço em Mobilidade Urbana é uma novidade do seu governo. “Antes havia um entendimento de que o setor era de responsabilidade dos estados e municípios. O meu governo mudou drasticamente esta visão”, explicou.

Com o montante, estão concluídos ou em construção três monotrilhos; 13 VLTs, a maior parte no Nordeste; dois aeromóveis (em Porto Alegre e em Campos); 189 BRTs e corredores exclusivos de ônibus. A estratégia de Mobilidade Urbana brasileira contribui para a integração entre os modais, barateando o custo do transporte para a população. “Todos estes investimentos asseguram mais segurança, rapidez e tempo para desfrutar da vida”, aponta Dilma. As obras em andamento devem ficar prontas em 2016.

O Governo também estuda a criação de uma linha de financiamento de bicicletas, um dos meios de transporte alternativos mais incentivados pelos municípios brasileiros, sobretudo para deslocamentos curtos. Várias cidades têm construído ciclovias e bicicletários. “A grande maioria das bicicletas produzidas no Brasil são feitas lá na Zona Franca de Manaus, e portanto elas têm isenção de tributos. Por isso, nós estamos pensando numa linha de financiamento, principalmente nas regiões onde se construiu estrutura para usá-las”, explica a presidenta.

domingo, 21 de setembro de 2014

Íntegra de entrevista coletiva de Dilma sobre o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência



Link para o áudio com a íntegra da entrevista coletiva concedida pela presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, neste domingo, 21 de setembro.

Governo Dilma luta pelos direitos da pessoa com deficiência


Pela primeira vez na história do Brasil, as políticas de inclusão e da promoção de direitos da pessoa com deficiência estão entre as pautas prioritárias de um mandato presidencial. Essa é uma das principais conquistas da presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, que desde o fim de 2011, com a criação do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite, obteve resultados expressivos, com benefícios a 45,6 milhões de brasileiros e brasileiras, a partir de ações em 15 ministérios; e o compromisso claro das ações previstas para seu segundo mandato.

Nas ações voltadas para Educação, foram entregues 1.366 ônibus acessíveis em 994 municípios, que levam e trazem diariamente os alunos de casa para as escolas. Para garantir a autonomia dos estudantes com deficiência no ambiente escolar, 39,3 mil escolas públicas em todo o país receberam recursos para adaptação arquitetônica (rampas, acessos, banheiros acessíveis, entre outras realizações) e foram criadas 13,4 mil salas de recursos multifuncionais, com equipamentos de tecnologia assistiva, como impressoras em braile, que garantem a oportunidade aos alunos com deficiência de acesso e para aprofundar conteúdos apresentados em sala de aula.

Para a capacitação técnica das pessoas com deficiência para o mercado de trabalho, foram realizadas 15,3 mil matrículas em cursos do Pronatec – Viver sem Limite.

Mais pesquisas acadêmicas

Para garantir mais inclusão, o governo Dilma utiliza a rede federal de ensino superior como instrumento para a formação de profissionais, pesquisa e desenvolvimento de ações inéditas. A criação de cursos de Licenciatura em Letras-LIBRAS em 13 universidades federais de Norte a Sul do país está multiplicando os intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) para a inclusão de pessoas surdas, e a criação de sete Centros Tecnológicos Cães-Guia nos Institutos Federais de Camboriú (SC), já inaugurado, e as obras em andamento em Muzambinho (MG), Urutaí (GO), Alegre (ES), Limoeiro do Norte (CE), Manaus (AM) e São Cristóvão (SE), vai formar instrutores de Cães-Guia em todo o Brasil para disseminar o treinamento de animais e baratear o acesso às pessoas cegas.

Na Unicamp, os Centro Nacional de Referência de Tecnologia Assistiva, trabalha articulado com 62 outros Núcleos de Tecnologia Assistiva em universidades e institutos federais, utilizando o potencial em criação tecnológica para o desenvolvimento de produtos que melhoram a vida das pessoas com deficiência.

Saúde qualificada

Na área da Saúde, o governo Dilma garantiu, em três anos do Plano Viver sem Limite, que 27 estados realizem a Triagem NeoNatal na fase IV, com a possibilidade de identificação de até seis doenças pelo teste do pezinho. Além da identificação e intervenção precoce em crianças de zero a dois meses de idade pela triagem auditiva neonatal (teste da orelhinha) e a triagem ocular (teste do olhinho).

Foram habilitados em todo país 102 Centros Especializados em Reabilitação (CER), ligados ao SUS, para o desenvolvimento de habilidades funcionais das pessoas com deficiência e criadas 21 oficinas de órteses e próteses no âmbito dos CER. Em breve, 20 oficinas itinerantes levarão o serviço para cidades onde ainda não há. Foram contratados 70 técnicos e estão sendo formados 5.674 profissionais de nível Superior. Para o segundo mandato, o compromisso de Dilma é construir mais 77 CER.

Na atenção odontológica, mais de mil Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) foram construídos por Dilma, com capacitação de 6 mil profissionais de atenção básica e de saúde bucal, 420 deles qualificados para atendimento às pessoas com deficiência. Estão sendo capacitados 5.674 profissionais de saúde bucal e foram criados 27 centros cirúrgicos odontológicos em hospitais gerais.

Moradia inclusiva e crédito

A partir do Minha Casa Minha Vida 2, todos os empreendimentos do Programa de Financiamento da Casa Própria observaram requisitos de adaptabilidade, com a instalação de kits conforme o tipo de deficiência do beneficiário. Foram contratadas 916.763 unidades adaptáveis na segunda edição do programa e entregues 11.406 unidades adaptadas.

A criação da linha de crédito facilitado especial para pessoas com deficiência, com taxas de juros abaixo do mercado para acesso a produtos de tecnologia assistiva, já beneficiou 22.531 pessoas, com um total de R$ 131,6 milhões de crédito contratado. O sucesso expandiu a linha de crédito para o financiamento de obras de adaptação em residências, desde o projeto, materiais e a realização da obra.

Por isso, Dilma é a candidata com mais sintonia com o tema das pessoas com deficiência e chega ao dia nacional de luta das pessoas com deficiência com o compromisso firme na expansão das políticas em defesa dos direitos, pela inclusão, autonomia e equiparação de oportunidades.

Brasil manteve superávit na balança comercial mesmo durante a crise mundial


Na segunda semana de setembro de 2014, a balança comercial registrou superávit de US$ 57 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 4,386 bilhões e importações de US$ 4,329 bilhões. “Nós conseguimos reverter um quadro que, no início de janeiro, era de déficit comercial brasileiro. No final de agosto, consolidamos um quadro de saldo positivo e hoje o Brasil continua como um país superavitário”, explicou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior (MDIC), Mauro Borges.

Segundo o ministro, a partir de 2003, o Brasil não teve déficit comercial em relação ao resto do mundo. “Esse dado é extremamente relevante para a economia brasileira”, disse Borges, creditando o resultado a importantes medidas do governo federal para ampliar a competitividade da economia brasileira, especialmente o agronegócio e a indústria, que são vitais para o comércio exterior.

O governo Dilma lançou, em agosto de 2011, o Plano Brasil Maior que tem como foco a inovação e o adensamento produtivo do parque industrial brasileiro, objetivando ganhos sustentados da produtividade do trabalho. O Plano combinou medidas setoriais e sistêmicas, com a desoneração de impostos como PIS/Confins, a redução da alíquota do IPI e a depreciação acelerada de bens de capital, de caminhões e de vagões.

“Esse plano foi fundamental porque ele envolve desde medidas concretas de aumento da competitividade da indústria, como medidas de estímulo às exportações”, exaltou o ministro. Para ele, o bom desempenho do Plano Brasil Maior teve impacto positivo no enfrentamento da crise internacional. “A crise mundial de 2008, que era inicialmente financeira, adquiriu característica de crise também na esfera da produção, especialmente no setor da indústria no mundo. Houve um grande excedente de bens uma vez que os países desenvolvidos entraram em recessão. Assim, os olhos foram votados para países que continuavam crescendo a taxas muito elevadas e o Brasil felizmente é um deles. O país continua tendo taxas de crescimento grandes e o mercado brasileiro está entre os seis maiores em quase todos os tipos de bens”, disse.

Borges explicou que uma medida importante do Plano foi criar instrumentos de defesa comercial para impedir importações desleais e não condizentes com as regras de concorrência mundial. “O Brasil foi o país que mais realizou medidas em defesa do mercado interno (antidumping), dentro os países da OMC (Organização Mundial do Comércio). O número total de investigações realizadas dentro da OMC foi de 647, no período de 2011 a 2013. O Brasil realizou 117 delas”, exaltou o ministro. As mudanças impactaram também nos prazos de abertura de processos antidumping, que até 2011 era de 145 dias e atualmente é de apenas 30 dias.

O Brasil e a Índia foram os países, no âmbito da OMC, que mais garantiram o direito de aplicar medidas para impedir importações desleais. No caso da Índia, foram 68 direitos efetivamente aplicados e no Brasil 57. “Isso também ajudou a viabilizar um saldo comercial importante porque nós inibimos importações desleais”, disse Borges.

Exportações

“O Brasil é muito competitivo. No agronegócio temos uma gama enorme de produtos, desde a soja até todos os tipos de carnes. Temos um setor de mineração muito diversificado e altamente competitivo”, disse o ministro. Segundo ele, o Brasil sempre foi, também, um grande exportador de bens manufaturados, especialmente para os Estados Unidos. Com iss o, por algum tempo, a recessão americana prejudicou esse setor no Brasil. “Mas, os Estados Unidos estão recuperando sua economia este ano e já são o principal destino dos produtos manufatureiros do Brasil, inclusive superando um parceiro tradicional que é a Argentina”, ressaltou Borges, sobre a retomada no dinamismo do mercado de manufatureiros nacional.

O governo Dilma lançou, dentro do Plano Brasil Maior, uma política de desoneração das exportações brasileiras, chamado Reintegra, voltado para recuperar e compensar resíduos na cadeia produtiva. “É um importantíssimo instrumento das exportações, uma vez que ele estimula a competitividade pois reduz custo na prática, compensando tributos”, afirmou Borges.

O ministro citou a desoneração da folha patronal de salários como outro instrumento relevante para o estímulo às exportações. “Além do efeito em si, de redução do custo do trabalho para a indústria brasileira, no caso dos bens exportados, a desoneração é integral. O custo trabalhista patronal é 100% eliminado para os produtos de exportação”, disse. “Então, essas duas medidas foram críticas para o Brasil sobreviver durante essa grande turbulência da economia mundial e manter o superávit estrutural da balança comercial”, concluiu.

Dilma vai construir mais creches: “a desigualdade começa na infância”


Mais do que um lugar onde os pais deixam as crianças para poder trabalhar, o atendimento em creches é um direito fundamental de toda criança, garantido na Constituição Federal, e essencial para o seu desenvolvimento, já que é entre zero e três anos que as crianças desenvolvem suas principais capacidades de aprendizagem. “Se não houver uma educação estimuladora, você cria oportunidades diferentes. A desigualdade já começa na infância”, afirmou a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição.

Com os recursos aprovados a partir da articulação de seu governo junto a deputados e senadores no Congresso Nacional, Dilma conquistou, em forma de lei que, 50% do Fundo Social da exploração do Pré-Sal e 75% dos royalties que as empresas estrangeiras pagarão ao governo graças ao regime de partilha – o equivalente a R$ 350 bilhões de reais ao longo de 35 anos – sejam investidos na Educação em todas as fases da vida letiva dos brasileiros. Das creches às universidades.

Quando foi Presidente da República, Lula criou em 2007 o Programa Nacional de Reestruturação e Aparelhagem da Rede Escolar Pública de Educação Infantil, o ProInfância, que nos governos Lula e Dilma está construindo 8.737 mil creches em todo o Brasil, estabelecendo parceria financeira com municípios e Distrito Federal. Além da construção, são destinados recursos para reforma, compra de equipamentos e mobiliário, incluindo ainda as pré-escolas públicas.

O Brasil possui atualmente cerca 5,3 milhões de crianças matriculadas nas 85.866 instituições públicas de educação infantil. Ao serem matriculadas, as crianças ganham uniforme. A alimentação é fornecida pelo governo e inclui todas as refeições recomendadas às crianças, das 7h30 às 17h30.
Melhoria para todo o ensino

Após promover um nível de inclusão nunca antes visto, Dilma vai investir no aumento da qualidade da Educação no Brasil como prioridade, levando às escolas Educação Básica em tempo integral, já presente em 56 mil escolas; modernização do currículo escolar e uso dos recursos do Pré-Sal para melhoria da formação e do salário dos professores.

Dilma vai fortalecer e ampliar o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que matriculou 8 milhões de estudantes e trabalhadores este ano, em parceria com o Sistema S. No próximo mandato, serão oferecidas mais 12 milhões de vagas. Dilma também vai criar o ‘Pronatec Aprendiz’, para a formação do micro e pequeno empreendedor, e qualificar cinco mil jovens para funções técnicas da produção Audiovisual, por meio do programa ‘Brasil de Todas as Telas’.
Continuidade do Prouni, Fies e Ciência sem Fronteiras

Para o ensino universitário, continuarão a ser oferecidas bolsas de estudo parciais e integrais pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), duas ações que permitem que alunos de famílias carentes possam continuar seus estudos no Ensino Superior, cursando uma universidade.

No primeiro mandato, os programas de apoio à Educação elevaram o número de alunos de ensino superior no Brasil de 3 milhões para 7 milhões; e as bolsas de estudo no exterior do Ciência sem Fronteiras já levaram mais de 84 mil estudantes brasileiros pra as melhores universidades do exterior nas áreas tecnológicas, de engenharia, exatas e biomédicas.

“A Educação serve para duas coisas: manter conquistas sociais e reduzir a desigualdade. E também permite que o país se desenvolva, que aposte em inovação, ciência e tecnologia”.

sábado, 20 de setembro de 2014

Brasil será segundo maior mercado produtor mundial de biodiesel


A presidenta Dilma Rousseff enviou, em maio deste ano, Medida Provisória elevando a adição obrigatória de biodiesel ao diesel para 6% a partir de julho, e para 7% a partir do dia 1° de novembro. O objetivo é fortalecer a indústria nacional de biocombustível, assegurando mercado e melhorando a rentabilidade. Com a nova regra, o Brasil se tornará o 2º maior mercado produtor mundial de biodiesel. E mais, a maior adição de biodiesel na mistura dos combustíveis também significa menos emissões de poluentes.

Cada ponto percentual representa aumento de 600 milhões de litros na demanda pelo biocombustível e a integração da matriz energética com o setor da agricultura familiar permite desenvolvimento para os produtores.

“O aumento é extremamente importante para o médio e para o pequeno produtor, porque agrega valor nos assentamentos e nas pequenas propriedades, mas também para o grande produtor, porque movimenta toda a economia, barateando o custo e, principalmente, trazendo a sustentabilidade”, disse o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Neri Geller.

Produção Nacional cresceu


“Nós, do Ministério da Agricultura, e todo o Governo Federal, estamos muito motivados em função da produção nacional ter proporcionado, nos últimos 12 anos, um crescimento extraordinário. Passamos de 96 milhões de toneladas para 196 milhões este ano. Portanto, em 12 anos, tivemos um crescimento de mais de 100% da produção nacional e, consequente mente, o crescimento também das exportações”, disse Geller.

Segundo o ministro, as exportações aumentaram de U$ 20 bilhões para U$ 100 bilhões, este ano. “Isso gerou muito emprego e, principalmente, gerou superávit da balança comercial, na folha de pagamento e promoveu estabilidade econômica”, disse.

O ministro ressaltou, ainda, que o Brasil tem avançado fortemente na questão do seguro, principalmente para contemplar as áreas de risco, as regiões prioritárias. “O setor tem dado uma resposta muito forte para a sociedade brasileira, ajudando nas exportações. Estamos num momento muito adequado. O mundo inteiro está aumentando o consumo de alimentos e o Brasil está aproveitando o momento para ocupar esse espaço, porque nós temos potencial de crescimento e estamos com clima adequado, com produtor muito eficiente e as políticas do governo federal têm funcionado de forma adequada para alavancar cada vez mais as exportações brasileiras”, explicou.

Para Geller, o setor vive um momento extraordinário do ponto de vista de incorporação de novas tecnologias por parte do produtor, alinhado a uma política bem definida pelo Governo Federal. “Na questão da política de crédito, houve crescimento também nos últimos 12 anos. Passamos de R$ 25 bilhões para R$ 156 bilhões de créditos, seja ele para investimentos, para custeio ou para acesso à renovação tecnológica”, exaltou o ministro, ressaltando que o governo federal tem contribuído, ainda, na resolução do problema de logística.

O Governo Federal reafirmou o compromisso em investir para melhorar as condições de armazenagem e escoamento da safra. O investimento de R$ 156 bilhões representa o maior volume de recursos da história e significa uma alta de 14,7% em relação à safra anterior. Os principais eixos do Plano Agrícola e Pecuário para a safra 2014/2015, que teve início no dia 1º de julho deste ano e vai até 30 de junho de 2015, baseiam-se no apoio estratégico aos médios produtores, à modernização das propriedades rurais, à pecuária de corte e à agricultura sustentável.

Este ano, são R$ 5 bilhões para financiar a construção e ampliação de armazéns privados, com juros de 4% a 5% ao ano. Para garantir melhor escoamento da safra, o governo Dilma investiu, ainda, em infraestrutura, como na duplicação e modernização de rodovias, na construção de ferrovias e na melhoria das hidrovias.

Juros mais baixos


“Mas, o aumento do recurso não é só o importante. O importante é o conteúdo dos programas”, disse o ministro, em referência ao Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame Agrícola). “Nós conseguimos baixar as taxas de juros. Se pegarmos em 2000, a taxa de juros do Finame era de 11,95%. Agora, nós estamos com as taxas de juros bem abaix o da linha de inflação, de 4,5%. Então, além de financiarmos com taxas equalizadas pelo Tesouro Nacional, nós temos também viabilizado o custeio pro nosso produtor”, exaltou Geller.

O Finame Agrícola é uma linha de financiamento voltada à produção e à comercialização de máquinas, implementos agrícolas e bens de informática e automação destinados à produção agropecuária, novos e de fabricação nacional, credenciados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Campanha de Dilma mobiliza militância em praças, parques e praias neste fim de semana


Tem mobilização acontecendo por todo o País neste sábado (20) e domingo (21). As ações, batizadas de “PPP” estão ocorrendo em Praças, Parques e Praias, para mostrar o apoio à reeleição da presidenta Dilma Rousseff.

Hoje (20), a presidenta Dilma participa de caminhada em Santo Amaro, zona sul da capital paulista. A concentração é na Praça Floriano Peixoto, no Largo Treze de Maio.

Confira onde as mobilizações estão ocorrendo:

Dilma universalizará a educação infantil no próximo mandato


“A meta das metas é a Educação”, garantiu a presidenta Dilma Rousseff neste sábado (20), em discurso após caminhada em Santo Amaro, em São Paulo. De acordo com Dilma, após preparar o Brasil para um próximo ciclo de desenvolvimento, seu próximo mandato terá como objetivo levar creches e pré-escolas para todas as crianças de 0 a 5 anos, em todos os cantos do Brasil; além de garantir para os jovens Educação de qualidade.

A presidenta Dilma lembrou que pela primeira vez o Brasil tem uma geração que não passa fome e tem acesso à Educação. “Não vamos deixar isso ser perdido. Quando a gente conquista uma coisa a gente quer conquistar mais. Está certo isso! É assim que todo mundo é! E nós seremos assim também, porque conquista que a gente teve é conquista que a gente defende”, exclamou Dilma.

A presidenta também falou sobre os investimentos federais para a melhoria da qualidade de vida da população paulista e paulistana. Nunca se investiu tanto no Estado de São Paulo como nos últimos anos. O Rodoanel, o monotrilho e as unidades do Minha Casa Minha Vida foram ou estão sendo feitos com recursos federais. “Nós vamos investir como nunca para garantir que tenha transporte público de qualidade aqui em São Paulo”, destacou a presidenta.

Direitos trabalhistas não podem ser flexibilizados, garante Dilma



A presidenta Dilma Rousseff reafirmou neste sábado (20), durante caminhada em São Paulo, que os direitos trabalhistas são inegociáveis. “Férias, Décimo Terceiro, Horas Extras, Fundo de Garantia: todas são conquistas que o povo brasileiro não vai deixar isso ser ameaçado ou combatido. É algo que nós conquistamos ao longo de uma história de luta por várias gerações. Não tem flexibilização, isso é conquista, e conquista se defende”, destacou a presidenta.

Para o próximo mandato, um dos compromissos da presidenta Dilma Rousseff é universalizar pré-escolas para as crianças de 4 e 5 anos, conforme prevê o Plano Nacional de Educação, e ampliar todas as escolas-creche para os brasileiros de 0 a 3 anos. Além disso, vai tomar as medidas para garantir que todas os brasileirinhos sejam alfabetizados na idade certa. “Criança que não alfabetiza na idade certa tem dificuldade de acompanhar para o resto da vida toda a sua trajetória educacional”, explica Dilma.

Dilma Rousseff também falou sobre os esforços do Governo Federal para promover o acesso à Educação pela população mais pobre, de forma que tenham oportunidade de alcançar melhores oportunidades de vida. Os investimentos estão sendo feitos desde a Educação Básica, construindo creches, até a formação de técnicos e de bacharéis, com programas que dão acesso de forma subsidiada aos cursos.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2013, divulgada esta semana, mostra que 81,4% das crianças de 4 e 5 anos estão na escola. “Se você tem o compromisso com a igualdade de oportunidades, a raiz desta questão está nas crianças de 0 a 5 anos. Uma criança que tem o nível de estímulo adequado para se desenvolver, terá ao longo da sua vida mais oportunidades. Temos a perfeita consciência de que se a gente quer combater a desigualdade no Brasil, um outro fator – além da renda, do trabalho e do acesso a bens e serviços – é melhorar o nível de escolarização das nossas crianças”, afirmou a presidenta.


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Dilma amplia vantagem sobre Marina



A vantagem da presidente Dilma, candidata à reeleição, sobre a candidata do PSB, Marina Silva, passou de três pontos porcentuais para sete pontos no primeiro turno, de acordo com pesquisa do Datafolha divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo nesta sexta-feira, 19. As intenções de voto na petista oscilaram de 36% para 37%, enquanto na ex-ministra caiu de 33% para 30%. O senador Aécio Neves (PSDB) oscilou de 15% para 17%, na comparação com a pesquisa anterior, divulgada no último dia 10. Em um eventual segundo turno, Dilma e Marina aparecem empatadas tecnicamente.

Os candidatos Pastor Everaldo (PSC), Luciana Genro (PSOL) e Eduardo Jorge (PV) aparecem com 1% cada. Não atingiram 1% das intenções de voto os candidatos José Maria (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB) e Mauro Iasi (PCB). Votos em branco e nulos se mantiveram em 6% e indecisos também ficaram estáveis em 7%.

O levantamento Datafolha foi encomendado pela Folha em parceria com a TV Globo. Foram ouvidos 5.340 eleitores em 265 municípios entre 17 e 18 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95% - se forem feitos 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00665/2014.

Segundo turno.

 Dilma e Marina aparecem tecnicamente empatadas em um eventual cenário de segundo turno. Enquanto Marina tem 46%, Dilma obteve 44% das intenções de voto. Na pesquisa anterior, Marina tinha 47% ante 43% de Dilma. A diferença havia chegado a 10 pontos porcentuais no final de agosto, diminuiu para 4 pontos na semana passada e agora está em 2 pontos.

Num eventual segundo turno entre Dilma e Aécio, a atual presidente ganharia por 49% a 39%. No último levantamento, a petista tinha 49% contra 38% do tucano.

No cenário entre Marina e Aécio, a ex-senadora caiu de 54% para 49%, na comparação com a sondagem anterior, enquanto o tucano subiu de 30% para 35%.

Rejeição. 

A taxa de rejeição de Dilma se manteve estável em 33%. O índice de Marina passou de 18% para 22% e o de Aécio, de 23% para 21%.

Choque de realidade


O candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva (PSB), Beto Albuquerque, afirmou ontem que "ninguém governa sem o PMDB". Beto, que tem quatro mandatos de deputado federal, conhece bem o funcionamento do Congresso brasileiro e falou um fato que todo mundo está cansado de saber, mas que durante a campanha eleitoral os candidatos preferem contemporizar. Deu uma declaração mais lúcida que Eduardo Campos, dono do discurso de que queria acabaria com as velhas raposas da política, mas que na prática, quando governador de Pernambuco, as manteve em seu quintal.

Durante a entrevista ao Estado, Beto fez uma ponderação sobre a relação com o PMDB: "Não é preciso entregar o governo ao PMDB para ter governabilidade". Usou o verbo "entregar", e não, por exemplo, "empregar", porque sabe que terá de contar com o partido para fazer com que o governo ande, caso ele e Marina sejam eleitos.

Com o primeiro turno se aproximando, e Marina se consolidando como a candidata a enfrentar Dilma no segundo turno, crescem os questionamentos a respeito da governabilidade numa eventual administração do PSB. Marina contribui para isso ao não explicar como formará uma maioria apenas com os "melhores de cada partido", sendo que os próprios partidos têm mandado recados de que, por enquanto, não se animam em ceder seus quadros de "excelência". No mundo real, os governos FHC, Lula e Dilma não conseguiram governar só com os melhores quadros. Fecharam em bloco com o PMDB e levaram todo o resto junto.

Na sexta-feira passada, Aécio disse que se perder a eleição o PSDB deve caminhar para a oposição. Não falou nada em liberar os "melhores quadros". O ex-senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) também disse que Marina não pode esperar governar com os melhores de cada partido. "Esse é um erro grave que a Marina está fazendo. Ela não vai conseguir sair pinçando e destruindo dos partidos."

O jornalista Josias de Souza, em seu blog hoje, revelou o clima das velhas raposas com Marina, ao publicar trechos de um artigo escrito pelo senador José Sarney (PMDB-AP) para o El País."Marina Silva é uma incógnita. A figura de hoje nada tem a ver com sua radical história de guerreira dos seringais. Senadora por dezesseis anos -- em parte dos quais ocupou o Ministério do Meio Ambiente de Lula --, deixou uma marca de radicalismo, como fundamentalista, de capacidade limitada, preferindo sempre a confrontação ao diálogo, e buscando não o entendimento, mas a conversão."

O vice- presidente, Michel Temer, também afirmou na semana passada que se o PSB ganhar "a primeira ideia é que (o PMDB) fique na oposição".  Tudo bem que a frase de Temer deixa uma porta aberta para negociação ao falar em "primeira ideia", mas também mostra que Marina terá de negociar e que não há alinhamento automático.

Beto Albuquerque deu indícios de que deve, sim, buscar no velho governismo a sustentação para um eventual governo. Tocou a real, enquanto Marina continua a tergiversar sobre o assunto.Publicado no Estadão