sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Para Aécio, limpeza de hotel, praças, febre aftosa e exposições, foram gastos em saúde



Apesar de o Tribunal de Contas de Minas Gerais não facilitar o acesso à informação com clareza, desde 2006 há diversas reportagens sobre o assunto, como fez a Folha de S. Paulo, com o título: "Aécio maquiou gastos da saúde em Minas".Nas contas de 2004, foi lançada no orçamento da secretaria de saúde, erradicação da febre aftosa, que só atinge rebanhos bovinos e é assunto da agricultura. Também entraram na conta da saúde extravagâncias como ... Leia mais aqui

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Ou o juiz libera os nomes dos tucanos que receberam propina da Petrobras, ou não cita ninguém



Leonardo Meirelles, o braço direito do  doleiro Youssef. falou sobre envolvimento de políticos do PSDB em propinas na Petrobras em perguntas de seu advogado Haroldo Nater durante audiência com o juiz Sérgio Moro  Quando o advogado perguntou se outros partidos, além  daqueles que ele já havia citado, foram beneficiados com desvios de dinheiro da estatal pelo grupo de Youssef, Leonardo Meirelles respondeu que acreditava que sim, e que sabia do envolvimento do PSDB, outros políticos e padrinhos políticos....exatamente   quando o advogado pediu mais detalhes sobre quem seria esse político do PSDB, do Paraná e padrinho político,  o juiz interveio.... Leia mais aqui

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Onde Dilma não ganha, a vantagem de Aécio diminui



A inversão nos números do Datafolha, com vantagem numérica da candidata petista Dilma Rousseff, acendeu luz amarela no ninho tucano. A maior preocupação no comando da campanha de Aécio Neves é com o resultado na região Sudeste.

Aécio tem vantagem em relação a Dilma no Sudeste (49% a 40%). Mas a diferença diminuiu em relação à pesquisa anterior, onde o tucano tinha 50% e a petista 35%.

Por isso, haverá uma operação nesta reta final para ampliar a dianteira na região com o maior eleitorado do país. No Rio de Janeiro, os tucanos reconhecem que há uma desvantagem de estrutura, já que Dilma tem os dois palanques do segundo turno no estado: o de Pezão (PMDB) e o de Crivella (PRB).

Em São Paulo, a preocupação é com o agravamento da crise hídrica. O temor é que isso possa influenciar na reta final, diminuindo a expectativa inicial da vantagem prevista no estado.

Em Minas Gerais, também há preocupação. Há o reconhecimento entre os tucanos que Aécio tem condições de virar o jogo no estado. Mas que seria preciso abrir uma vantagem de quase 2 milhões de votos no seu estado, o que, hoje, é um número difícil de ser alcançado.

Outra preocupação entre os tucanos é com a rejeição de Aécio. Ele tem um índice (40%) ligeiramente superior ao de Dilma (39%). Na primeira pesquisa Datafolha, 34% diziam que não votariam em Aécio de jeito nenhum contra 43% de rejeição de Dilma.

A pesquisa mostra que tem causado, sim, danos à imagem do tucano Aécio Neves a estratégia de desconstrução feita pelo PT. Segundo o Datafolha, para 56% dos eleitores, Aécio é quem mais defenderá os ricos, caso se torne presidente. Esse índice é de apenas 17% para Dilma.

Já para 57% dos eleitores, Dilma é a candidata que mais defenderá os pobres. Só 26% dos eleitores enxergam em Aécio um defensor dos pobres.

Outro dado negativo para a campanha tucana: entre os indecisos, 31% admitem que poderiam votar na Dilma e 24% em Aécio.

Há o reconhecimento nas duas campanhas que essa eleição será disputada até o último minuto. Por isso mesmo, o cuidado é para evitar erros nesta reta final do segundo turno e conseguir acertar a estratégia regional.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

MP entra com ação contra Estado de Minas por fraude na Saúde no governo de Aécio Neves



O Ministério Público de Minas Gerais entrou com uma ação nesta sexta-feira contra o governo do estado.na época Aécio Neves (PSDB) alegando descumprimento do investimento obrigatório mínimo de 12% na Saúde, previsto na Constituição. O órgão afirma que foram aplicados apenas 7,48% da receita de 2009 e pede a devolução de R$ 1,3 bilhão ao Fundo Estadual de Saúde. O processo é referente ao orçamento de 2009, quando o estado era governado por Aécio Neves (PSDB). 

Segundo a ação, o Estado de Minas incluiu no cálculo de investimentos em ações e serviços públicos de saúde (ASPS) despesas empenhadas e não liquidadas, além de aplicações feitas em desacordo com a Constituição, sem respeitar "os requisitos de universalidade e gratuidade no acesso aos serviços de saúde". O documento foi assinado pelos promotores Josely Ramos Pontes, Eduardo Nepomuceno, João Medeiros e Franciane Elias Ferreira.

O governo mineiro de Aécio Neves  informou ter aplicado R$ 3,367 bilhões no sistema de saúde, o equivalente a 14,94% do total vinculável. No entanto, o MP afirma que R$ 1,3 bilhão não foram destinados a ASPS. Desse total, R$ 1,01 bilhão é referente a "gastos supostamente realizados pela Copasa", por meio de investimentos em saneamento básico.

O MP alega que foram usados recursos da própria companhia, decorrentes da cobrança de tarifas de água e esgoto, como também provenientes da oferta de ações, contratos com FGTS e BNDES e de convênios diversos. A ação ainda conclui que a "prestação de serviços de saneamento básico e tratamento de água e esgoto é realizada pelo estado mediante a cobrança de tarifa".

Quanto aos outros 308 milhões, os promotores alegam que são aplicações em "linhas externas ao Sistema Estadual de Gestão de Saúde", o que desrespeita a universalidade prevista na Constituição. Esses gastos foram realizados na Polícia Militar de Minas Gerais, Funfip (Fundo Financeiro de Previdência), Ipsemg (Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais) e IPSM (Instituto de Previdência dos Servidores Militares do estado de Minas Gerais).

O montante destinado para a PM mineira foi justificado para Assistência Odontológica e Assistência Médica e Psicológica a Militares e, no caso do IPSM, para Assistência Médico-Hospitalar e Assistência Odontológica aos Segurados Militares e a seus Dependentes. Ambos têm por finalidade a prestação de assistência previdenciária aos seus beneficiários que, por meio de contribuições previdenciárias, garantem o acesso a essa assistência à saúde.

No caso do Ipsemg, os recursos foram financiados pela Contribuição Patronal do Estado aos Institutos da Previdência, ainda segundo a ação do MP. Caso semelhante do gasto relativo ao Funfip, que já havia sido alvo de notificação do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, em 2007. "Flagrante inobservância às decisões prolatadas pelo TCEMG", diz trecho da ação.

Todos esses casos, segundo os promotores, são relativos a ações que, não apresentando os atributos de universalidade e gratuidade, afastam a possibilidade de serem classificadas como aplicações em saúde pública.

A ação também inclui especificamente a Copasa, já que, segundo o texto, auditoria externa feita na companhia durante 2009 "não detectou nos demonstrativos financeiros da empresa os recursos públicos que deveriam ser destinados a ações e serviços de saúde". Ainda conforme o documento, "dentre todas as várias informações sobre relacionamento com o Estado de Minas Gerais, não consta nenhum item relacionado à transferência de R$ 1.017.236.380,50, e nem à utilização desse montante para investimentos em saneamento básico". Aqui no Globo



Globo proíbe Dilma de usar reportagem sobre fome no Facebook


A pedido da Rede Globo, o Facebook determinou ontem a retirada de um vídeo publicado pela campanha da presidente Dilma Rousseff, com uma reportagem do Jornal Nacional.

A emissora reivindicou direitos autorais sobre a reportagem, que só poderia ter sido publicada mediante autorização. O vídeo ainda pode ser acessado no site do PT e em outras redes sociais.

A reportagem fazia parte de uma série especial do Jornal Nacional sobre a fome no Brasil, realizada em 2002 – último ano do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso. Na publicação, a campanha petista exaltava a saída do país do mapa da fome, anunciada pela ONU em setembro.-Do Poder Online

Tucanos reconhecem risco para Aécio de denúncia sobre rádios



Parte do PSDB paulista acredita que as denúncias de supostas irregularidades no repasse de verbas para publicidade institucional a rádios mineiras durante a gestão do então governador Aécio Neves (PSDB-MG) têm potencial destrutivo preocupante para a campanha tucana.

O receio é de que a história cresça nos próximos dias, na última semana antes do segundo turno, e atrapalhe o desempenho do presidenciável tucano.

Ontem, o Diretório Nacional do PT entrou com representações oficiais junto ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, para investigar o assunto.

O tema tem sido explorado por Dilma Rousseff nos debates e, como as pesquisas de intenção de votos mostram quadro de empate técnico, tucanos avaliam que qualquer oscilação pode definir a disputa. Nota do Poder Online - Ig

Aécio governador não sabe quanto pagou. Aécio dono de rádio não sabe quanto recebeu





O candidato Aécio Neves (PSDB) tem dificuldades enormes na hora de lidar com perguntas que envolvem negócios públicos com privados  e seus familiares.No caso do aeroporto de Cláudio, construído em terras de uma fazenda de seu tio-avô,   e ao  lado de umas de suas   fazendas ele demorou uma semana para responder que pousou no aeroporto.Agora, o candidato  reage mal diante de perguntas sobre propagandas do governo de Minas em suas rádios....Leia mais

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Maria Rita Kehl: Voto na Dilma


Voto em Dilma porque me envergonha a desigualdade social. Como pudemos viver em um país rico onde parte da população passava fome?

A presidenta Dilma Rousseff criou a Comissão Nacional da Verdade (CNV). Em maio de 2012, a primeira presidenta do Brasil, ex-presa política torturada, conseguiu aprovar no Congresso a criação da CNV. Entre os países latino-americanos que sofreram ditaduras, fomos o último a criar uma comissão da verdade.

Antes tarde do que nunca. Ainda que os militares remanescentes do estado de exceção não cooperem com nossas investigações. Ainda que adeptos da linha-dura, hoje na reserva, recusem "colaborar com o inimigo" (todos nós) --e não revelem o paradeiro dos cerca de 150 desaparecidos políticos (sem contar indígenas e camponeses).

Ainda assim, o trabalho da CNV representa um avanço efetivo na consolidação da nossa democracia.
Avanço que exige, ainda, a erradicação da continuada prática de violência de agentes do Estado contra cidadãos detidos. A presidenta criou o Sistema Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, que começará a atuar para coibir os maus tratos a pessoas detidas em presídios, delegacias e hospitais psiquiátricos.
Nosso atraso em termos de direitos humanos, além de envergonhar o país, multiplica a insegurança na sociedade inteira. Já se comprovou que a violência da criminalidade no Brasil é diretamente proporcional à violência das PMs e de outros agentes de segurança contra os cidadãos.

Voto em Dilma Rousseff porque tenho vergonha de nossa desigualdade social. Nunca compreendi como se podia viver com tranquilidade em um país rico onde parte da população passava fome. Problema que, aliás, foi reconhecido como extinto em função dos programas sociais dos governos Lula e Dilma. Iniciados por FHC, sim, mas por que, então, eleitores do PSDB ainda desqualificam o programa Bolsa Família como "Bolsa Esmola"?

Não faltam notícias sobre municípios onde a entrada dessa renda mínima impulsionou a economia local nem sobre cidadãos que cancelaram sua inscrição para recebimento da bolsa tão logo conseguiram ganhar o suficiente para seu sustento.

Depois das gestões Lula e Dilma, a vulnerabilidade dos mais pobres diminuiu em função da expansão de seus direitos. Voto pela continuação do Bolsa Família, do programa Luz para Todos, do Minha Casa, Minha Vida, maior programa de habitação popular já criado no Brasil. Voto também por uma política econômica que, em tempos de crise do capitalismo internacional, preservou o valor dos salários e o pleno emprego.

Os governos de Lula e de Dilma impulsionaram o acesso dos jovens às universidades no país e no exterior. Proporcionaram atendimento médico gratuito em cidades afastadas dos grandes centros.
Suponho que a maioria da classe médica tenha se envergonhado das vaias contra os cubanos contratados com transparência pelo Ministério da Saúde. Afinal, os brasileiros sempre acharam chique a importação de tecnologia. Ninguém vaiou a participação da Alstom, hoje suspeita de corrupção, nas obras de ampliação do Metrô de São Paulo.

Por fim, voto em Dilma pela continuação do combate à corrupção em todos os níveis, inclusive os que atingem setores de seu governo. Desde o governo Lula, a Polícia Federal investiga com transparência crimes de colarinho branco, sem poupar autoridades, empresários e ministros. Melhor o risco de penas injustas, como no caso de alguns mensaleiros, do que a impunidade.

Do outro lado: onde foram parar as investigações de corrupção no Metrô paulista, no mensalão mineiro, as denúncias sobre o aeroporto em Cláudio (MG) e o helicóptero dos Perrella que transportava cocaína?

Por que os paulistas não foram informados, até a reeleição do governador Alckmin, da calamidade pública na gestão da água que, desde 2012, era mantida em segredo entre governo e acionistas da Sabesp?

Sei que a erradicação da corrupção depende da independência dos meios de comunicação. Voto na candidata que não tem a grande mídia a seu favor.

MARIA RITA KEHL, 62, psicanalista, é integrante da Comissão Nacional da Verdade. É autora de "O Tempo e o Cão - A Atualidade das Depressões" (Boitempo) e de "Ressentimento" (Casa do Psicólogo)

Massacre Midiático


A opinião pública, outrora mais comedida, aderiu de forma radical ao antipetismo. PT virou sinônimo de bandalheira e seus eleitores são ignorantes que parasitam em torno dos programas sociais. Opinião pública, já disse Millôr Fernandes, nada mais é do que aquilo que se publica.

Antes de tornar-se um discurso amplamente difundido –em especial no Sudeste, Sul e Centro-Oeste do país– o antipetismo foi cuidadosamente fermentado por um grupo bem mais seleto, o daqueles que publicam. Os 30 Berlusconi brasileiros na definição da organização europeia Repórteres Sem Fronteiras.

Agora que se apresentam chances reais de o PSDB retomar a presidência da República, o que era desgaste progressivo tornou-se massacre aberto. A guerra de baixa intensidade virou um bombardeio indiscriminado.

A página Manchetômetro (manchetometro.com.br) realizou levantamento das notícias positivas e negativas aos candidatos nestas eleições. O resultado revela muito sobre a imparcialidade do jornalismo brasileiro. Dentre os três principais jornais impressos do país, as chamadas de capa positivas para Dilma foram quatro. Para Aécio Neves, 32. Já as negativas, foram 176 para Dilma e 31 para Aécio.
No principal telejornal do Brasil, o "Jornal Nacional", da TV Globo, a cobertura com notícias favoráveis para Dilma foi de quatro minutos e 14 segundos. Para Aécio foi de nove minutos e 52 segundos. No caso das notícias desfavoráveis, para Dilma o tempo foi de 53 minutos e para Aécio foi de sete minutos e seis segundos.
Não estamos falando apenas de parcialidade. Este limite já foi ultrapassado. Trata-se de bombardeio midiático contra a candidata do PT. Bombardeio agora intensificado com denúncias seletivamente vazadas de um inquérito supostamente sigiloso sobre a corrupção na Petrobras.

Que houve e há corrupção na Petrobrás parece certo. Que a imprensa tenha o papel de divulgá-la é algo inquestionável. Mas o mesmo critério deveria ser aplicado para o caso do aeroporto de Cláudio (MG) ou para o cartel fraudulento do metrô de São Paulo. Com o mesmo tempo, o mesmo tom acusatório e as mesmas proporções. Os números do Manchetômetro mostram outra coisa.
Mas, convenhamos, ao PT agora não adianta chorar. Teve 12 anos para levantar o debate da democratização das comunicações no Brasil e não o fez. Faltou coragem e sobrou soberba. Acreditou que o pacto social era uma mágica que duraria para sempre. Tornou-se neste caso –como em muitos outros– vítima da sua falta de ousadia para mudanças estruturais.

O monopólio das comunicações no Brasil é escandaloso. O relatório dos Repórteres Sem Fronteiras, publicado no ano passado, apenas diz o que é sabido desde muito tempo acerca da propriedade dos meios de comunicação no país. "As características do mecanismo geral de funcionamento da mídia estorvam a livre circulação da informação e impedem o pluralismo. Dez grandes grupos econômicos, correspondentes a outras tantas famílias, dividem entre si o mercado da comunicação de massas", constata o relatório. Estas famílias são os 30 Berlusconi brasileiros.

Qualquer tentativa de debater criticamente essa estrutura é tachada como censura, numa jogada desses grupos para manter seus privilégios. São grupos econômicos bastante lucrativos, inclusive por meio de contratos de publicidade oficial. E não sejamos ingênuos, seus controladores têm posição política e classe social. Liberdade de comunicação é precisamente o que essa estrutura monopolista impede. O poder de informar a sociedade não pode ser propriedade de 30 famílias.

Mas, se o PT sequer questionou essa estrutura de privilégios, por que tanto ódio ao petismo? Eis a questão. Algo leva a crer que seja pelos mesmos motivos que, mesmo com lucros recordes dos bancos, a Bolsa sobe quando Dilma cai.
A elite brasileira, nas finanças ou na mídia, não aceita concessões. Por menores que sejam. São intolerantes mesmo às mudanças de menor impacto e menos ofensivas a seus interesses. Resta algo do espírito da casa grande: ódio aos pobres, aos nordestinos, aos negros. Não suportam ascensão social, mesmo quando isso reforça sua posição no topo. Querem exclusividade no aeroporto, na universidade e no poder político.

E, não menos importante, querem Armínio Fraga como ministro da Fazenda. Compreensível. Fosse eu banqueiro ou magnata também iria querer.
Por isso encaram a derrota do PT como a sua vitória. E naturalmente, tendo os meios de comunicação nas mãos, conseguiram produzir um sentimento que abarca também os de baixo. A corrupção caiu como uma luva na massificação do argumento.

O massacre que estamos vendo e veremos até o dia 26 revela a adesão em bloco da elite à candidatura de Aécio e sua aposta na polarização. Se ganharem, poderão consolidar uma onda conservadora no Brasil e na América Latina. Se perderem, podem ter que pagar pelo exagero da dose, já que polarização não é algo que possa se desmontar com a mesma facilidade com que se cria. 
Guilherme Boulos
Guilherme Boulos, 32, é formado em filosofia pela USP, professor de psicanálise e membro da coordenação nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto). Também atua na Frente de Resistência Urbana e é autor do livro "Por que Ocupamos: uma Introdução à Luta dos Sem-Teto".

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Marina Silva tinha se apequenado. Agora… Sumiu de vez

Com a arrogância e a prepotência que lhe é peculiar, a derrotada Marina Silva tentou enquadrar o candidato do PSDB para lhe dar apoio no segundo turno. Esqueceu Marina que, dessa vez, ela não estava lidando com nenhum sonhático. Aécio, que de bobo nada tem, percebeu de cara a armadilha de Marina e fez o que a ex-candidata do PSB nunca aprendeu: se posicionou firmemente e disse que não ia mudar seu programa de governo para atender às exigências da Srª Silva. 

Por Dener Giovanini do Estadão

E Aécio nem poderia agir de outra forma. Afinal, quem perdeu nas urnas foi ela e o seu mal acabado e titubeante programa de governo. Marina age como o mendigo que pede para ver o cardápio e analisar se aceita ou não um pouco de comida. O apoio de Marina Silva pouco importa, pois o que definitivamente ela não tem é consistência de votos. Aliás, nunca teve. A grande maioria dos 20% arrecadados nas urnas, no primeiro turno, não são de admiração à ela ou as suas propostas. 

São principalmente dos eleitores que odeiam o PT. E a prova cabal de que Marina não tem votos – e muito menos poder de transferi-los a alguém – está no fato de que Eduardo Campos nunca passou dos 10% de intenções na campanha eleitoral, mesmo tendo Marina como penduricalho em sua campanha. Aliás, ter Marina ao seu lado foi o pior erro de Campos, pois além de nada contribuir para o seu projeto, conseguiu inviabilizar sua candidatura em vários Estados, como em São Paulo, por exemplo.
Marina, para declarar o seu apoio à Aécio, apresentou uma lista de exigências que forçavam o candidato do PSDB a adotar um comportamento que é típico da fada madrinha dos sonháticos: a incoerência. 

Entre outras coisas, Marina exigiu que Aécio se comprometesse contra a redução da maioridade Penal, um projeto apresentado ao Congresso Nacional justamente pelo seu vice, o senador Aloísio Nunes. O candidato do PSDB devolveu-lhe um elegante não e consolidou sua coerência.
E ai está outra especialidade da candidata derrotada: espalhar sementes da discórdia para fazer crescer uma floresta de intrigas. 

De cara, já queria provocar atrito entre Aécio e o seu vice. No PSB ela conseguiu seu intento: bastou ser anunciada como candidata e quadros históricos do partido foram forçados a abandonar a agremiação partidária. Aqui lembro uma frase emblemática do ex-secretário geral do PSB, Carlos Siqueira, que na época, após ser tratado de forma grosseira e petulante por Marina Silva, saiu do PSB afirmando: “Se ela comete uma deselegância no dia em que está sendo anunciada candidata, imagine no resto. Com ela não quero conversa. Não estou e não estarei em hipótese alguma na campanha desta senhora”.

Ao contrário do próprio PSB e de outros partidos que deram sustentação à coligação montada por Eduardo Campos, Marina e seus seguidores – como sempre – quiseram valorizar os seus passes. Se mostrarem mais importantes do que são de fato. Perderam o bonde e o senso de oportunidade, pois vieram as primeiras pesquisas eleitorais e todos se certificaram que o apoio dos sonháticos e da sua líder tinha importância zero.

 Aécio definitivamente não precisa de Marina para absolutamente nada.

A candidata do PSB passou toda a campanha criticando a “tal polarização PT e PSDB”, afirmando que isso era a “tal velha política”. Pois bem, a polarização se impôs através da vontade popular e agora, Marina e seus discípulos fazem exigências para… Entrarem na polarização! Tão coerente quanto o discurso de certos pastores que apoiaram a candidata e que, entre uma ou outra pregação do amor de Jesus, afirmam que os africanos são um povo amaldiçoado, ou ainda babam na internet seus discursos pró violência contra gays. Agora resta a trupe marineira duas opções: um envergonhado, insosso e inútil apoio a Aécio ou a neutralidade que ela tanto perseguiu, ao tentar disfarçar a sua má vontade com o candidato do PSDB, com exigências descabidas.

Independente de qual seja a posição a ser tomada pela ex-candidata, o fato é que será uma posição vazia, sem importância e descompassada. Marina Silva e sua teia, ou melhor, Rede (na verdade tanto faz, teia ou rede são armadilhas criadas para capturar peixes ou insetos distraídos), perderam não só as eleições. Perderam o rumo e uma importância que, de fato, só eles achavam que tinham.

Dornelles, o homem-bomba da CPI da Petrobras que constrange Aécio



Senador e primo do candidato tucano presidiu o PP, responsável por Paulo Roberto Costa, o investigado, chegar aonde chegou na Petrobras. Um depoimento seu poderia ajudar a entender a engrenagem do esquema
 Em depoimento na Justiça Federal do Paraná, o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto da Costa, disse que foi indicado pelo PP (Partido Progressista) para a diretoria de Abastecimento da empresa. Proibido pelo juiz Sérgio Moro de citar nomes de parlamentares ou autoridades que detivessem foro privilegiado, Costa citou apenas o nome de José Janene, ex-deputado, morto em 2010.No entanto, Costa fez questão de afirmar que só conheceu Janene em 2004. Um dos principais líderes do PP em 2004 era o senador Francisco Dornelles (RJ), que tornou-se presidente do....Leia mais aqui

sábado, 11 de outubro de 2014

Carta de um leitor do blog para Aécio Neves



Aachen (Alemanha), 11.10.2014
Prezado Sr. Aécio Neves.

O Sr. tem o dom da bilocação? Explicar-lhe-ei o motivo de minha pergunta.

No Portal da Câmara dos Deputados em Brasília encontrei o seu Curriculum Vitae. Deparei-me em especial com uma passagem intrigante; aliás, tudo em seu Currriculum é intrigante; mas  me chamou mais a atenção a seguinte  informação:

"Dentre suas atividades profissionais e cargos públicos destacam-se: economista, BDMG; oficial de gabinete, CADE, Ministério da Justiça, Rio de Janeiro, RJ, 1977; Secretário de gabinete parlamentar, Câmara dos Deputados, 1977-1981; secretário particular do governador Tancredo Neves, MG," ...

http://www2.camara.leg.br/a-camara/conheca/historia/Ex_presidentesCD_Republica/aecio.html

Uau! O Sr. deve ter sido um menino prodígio! Com apenas 17 anos de idade o Sr.  já tinha ocupado vários "cargos públicos"?!

De qualquer maneira, deter-me-ei hoje tão somente ao cargo de  "Secretário de gabinete parlamentar, Câmara dos Deputados, 1977-1981.

Encontrei uma reportagem enorme na revista Época sobre o Sr. Cito uma passagem:

"Aécio foi um autêntico menino do Rio. Ele se mudou para a cidade aos 11 anos de idade, para acompanhar os pais, o deputado federal Aécio Cunha, e a mãe, Maria Inês, filha mais velha de Tancredo Neves. Na adolescência, foi surfista. Estudou em colégios da elite carioca e depois entrou s no curso de Engenharia da PUC do Rio, no qual ficou três anos. Aos 22 anos, ele voltou para Belo Horizonte para se formar em Economia pela PUC mineira e virar assessor do avô."

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR81182-6009,00.html

Um primeiro momento de reflexão. Estou agora intrigadíssimo com sua carreira, Sr. Aécio. Além do abuso de poder de seus antepassados na política e do nepotismo descarado, como um garoto de 17 anos pode ter em seu Curriculum que com esta idade já ocupara cargos públicos, entre outros, de economista?
Um segundo momento de reflexão. Como foi possível o Sr. ter vivido e estudado no Rio de Janeiro dos seus 11 aos 22 anos de idade, ou seja, de 1971 a 1983  e ao mesmo tempo ter ocupado o cargo nepotista de "Secretário de gabinete parlamentar, Câmara dos Deputados, 1977-1981" em Brasília ????????????????????????

Uau! Só posso imaginar que tenha sido milagre. Que prodigioso! O Sr. deve ter mesmo o dom da bilocação! Caso contrário, como poderia o Sr., com apenas 17 anos de idade, assinar sua presença na Câmara dos Deputados em Brasília, sendo que vivia no Rio de Janeiro?
Independentemente do Sr. possuir ou não o dom da bilocação ou não, e, baseado nas fontes acima citadas, conclui-se que o Sr. e seus antepassados políticos são nepotistas. É pai dando empreguinho político para o filho, o avô dando empreguinho para o netinho, etc.
A tudo isto dá-se o nome de nepotismo, de corrupção. O Sr. e sua família sempre mamaram nas tetas do erário!
Desejo-lhe um pouso agradável. Atenciosamente,

Antonio Cestari

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

PF flagra assessor de deputado do PSDB com R$ 102 mil



A Polícia Federal abriu inquérito para investigar a origem de dinheiro flagrado, no sábado (27), em posse de um colaborador do deputado estadual Bruno Covas (PSDB-SP), que disputa mandato para a Câmara dos Deputados.

O radialista Mário Welber, suplente de vereador em São José do Rio Preto (SP), foi interceptado no aeroporto de Congonhas, na capital paulista, carregando R$ 102 mil em dinheiro e um envelope com 16 cheques e um cartão da campanha do neto do ex-governador de São Paulo Mário Covas. Os valores foram identificados na passagem dele pelo aparelho de raio X.

O caso foi noticiado nesta quinta-feira (2) pelo jornal "O Estado de S. Paulo". Segundo a publicação, ao ser flagrado, o suplente não explicou a procedência do dinheiro. Ele não foi preso.


Vídeo de deputado tucano defendendo investigado agita MP



Na rede interna de computadores do Ministério Público do Estado de São Paulo circula um vídeo do deputado estadual e promotor Fernando Capez (PSDB) defendendo um político alvo de investigações do Ministério Público.

No vídeo, com 11 minutos e 39 segundos de duração, Capez, que foi reeleito no pleito do último domingo com 306.268 votos, marca histórica na Assembleia Legislativa de São Paulo, aparece empolgado em comício da campanha do então candidato a prefeito de Taubaté (SP), o tucano José Bernardo Ortiz Junior, que foi eleito naquela ocasião, em 2012. Também aparece no palanque o pai de Ortiz Jr., José Bernardo Ortiz.

Amigo do governador Geraldo Alckmin, Ortiz presidiu a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), braço da Secretaria de Estado da Educação e, na época, era alvo de uma sequência de investigações do Ministério Público de São Paulo, instituição à qual Fernando Capez pertence.

A Promotoria acusou Ortiz de envolvimento em suposto esquema de fraudes, superfaturamento e formação de cartel para compra de 3,5 milhões de mochilas escolares ao preço global de R$ 34,9 milhões. Foram abertas investigações criminal e por improbidade administrativa.

Na época em que Capez subiu ao palanque, a Promotoria requereu judicialmente o afastamento cautelar de Ortiz da presidência da FDE e o bloqueio de seus bens. A Promotoria afirmou que o sobrepreço alcançou um terço do montante do desembolso, ou R$ 11,5 milhões. No palanque de Taubaté, Capez saiu em defesa de Ortiz e de Ortiz Jr.

O deputado tucano seguiu em seu discurso, apontando para o ex-presidente da FDE. "Esse homem, se fosse acomodado, se fosse covarde, se se escondesse, se resolvesse não enfrentar os lobbies e as situações, se tocasse com a barriga a burocracia, não teria sido incomodado, não teria sido ferido. Mas ele tinha e tem o espírito público. O que ele fez. Uma mochila de material escolar que é comprada por prefeituras a mais de 30 reais a unidade, com uma qualidade discutível, é só pegar e olhar, pegar a mochila que custa 34 reais para prefeituras, e mostrar a qualidade da mochila que você (Ortiz) comprou para os alunos da rede pública estadual. Uma qualidade muito superior. Então, é natural que custe mais que 34 reais. Só que ela custou menos. Por essa mochila de qualidade superior, ele (Ortiz) pagou menos de 10 reais a unidade, pagou nove reais e 30 centavos." Estadão