quarta-feira, 10 de novembro de 2010

De quem é a culpa


Escaldada pelo desastre do início do ano, quando as chuvas de verão mataram 18 pessoas e fizeram o rio Tietê transbordar duas vezes, a Prefeitura de São Paulo resolveu tomar uma boa providência.

Contratou o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) para fazer um novo levantamento das áreas de risco da cidade. A última pesquisa desse tipo tinha sido realizada em 2004, e era urgente um novo mapeamento.

A tarefa do instituto é informar as autoridades sobre os locais considerados impróprios para a construção de moradias. Em encostas de morros e margens de rios, por exemplo, as casas ficam mais expostas a deslizamentos de terra e desabamentos.

Foi dessa maneira que muita gente morreu na passagem de 2009 para 2010.

De posse do mapa, a administração municipal pode retirar as famílias expostas a riscos maiores com a chegada do verão.

O problema é que o tal mapeamento, que deveria ter sido entregue no mês passado, ainda não está concluído. Ainda falta conhecer 20% das áreas com problemas.

O IPT atrasou a entrega, segundo a prefeitura. Outros desastres provocados pela chuva neste ano --no Nordeste e em São Luiz do Paraitinga-- mobilizaram seus técnicos, que não conseguiram cumprir o prazo.

São dificuldades compreensíveis, mas a população de São Paulo não pode esperar muito mais.

A temporada das chuvas já está chegando, e é preciso evitar novas mortes por deslizamentos de terra e desabamentos.

A prefeitura e o IPT têm que trabalhar o mais rápido possível para mapear 100% das áreas de risco. Sua responsabilidade será ainda maior se o drama do último verão se repetir neste ano.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Nota do moderador: Comentários preconceituosos, racistas e homofóbicos, assim como manifestações de intolerância religiosa, xingamentos, ofensas entre leitores, contra o blogueiro e a publicação não serão reproduzidos. Não é permitido postar vídeos e links. Os textos devem ter relação com o tema do post. Não serão publicados textos escritos inteiramente em letras maiúsculas. Os comentários reproduzidos não refletem a linha editorial do blog